quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Flores"



Trago flores para quem faz-se flor
E que com amor exala seu perfume
Quando assume a condição de pétala.
Delicada em suas formas mais cabais
Sem que jamais assuma a condição de espinho
Mergulhando nos profundos oceanos do carinho
E de tortura: na boca o sabor de sua doçura.

Trago flores, trago a loucura
A caminhar comigo em busca do seu ser
Se pra viver eu preciso de seus odores
E dos sabores de seus lábios, vem meu envolver
Faz-se suave esse querer que me entorpece
E que anoitece o dia claro a diabrura
É só loucura: fotossíntese é te querer...

Trago flores para quem sempre foi flor
E leva o sabor da minha boca em seu beijo
E o arpejo da minha canção em seu cantar
Hei de amar mesmo que encontre seus espinhos
Pois bom carinho os poda em forma de razão
Para querer, para viver e ser perfume
De tantas flores que enaltecem o doce odor dessa paixão...




Do livro “Ovo À Milanesa”, 1994.

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